Academia Caxiense de Letras

INQUIETUDES*

 

      Sou a inquietude

A ansiedade em pessoa

       Lendo poemas

De Fernando Pessoa

 

 

                  Sou ingênuo

Inocente por demais

Me corrompo com sorrisos

E promessas vagas demais

 

Sigo o exemplo

Da formiga

Mas meu desejo

É ser cigarra

 

Daí a César

O que é de César

A Deus

O que é de Deus

Daí ao poeta

O que lhe é de direito

 

O poeta

É um ser fraturado

Não nos acomodamos

Com as mesmices da vida

Alimentamos sonhos

Que para os olhos mundanos

Não passam de utopias

De fato

Olhamos o mundo

Com olhos de outra cor

 

 

 

Leandro Angonese – acadêmico- cadeira 38

 

*Poemas escolhidos entre os que integram a obra publicada recentemente pelo acadêmico.