Academia Caxiense de Letras

Você se dá conta de que o Outro existe?

 

 

Há pouco li o texto abaixo, e me pareceu cabível a todos nós:

 

“Considerar o Outro é o básico. Reconheça e respeite o território do Outro. É pobres de espírito a pessoa que só vê a vida a partir do próprio umbigo. Não se feche num arrogante mundinho particular, achando-se dono da verdade, acreditando que seus valores são os únicos válidos e universais. Isso equivale a ver o mundo de um modo provinciano.

Conviver com outras pessoas, que logicamente são diferentes de você, traz um enorme ganho cultural.”

 

Ouvi de um professor, há anos essas frases que me têm sido úteis sempre:

 

-Eu não posso crescer sozinho.

-Ninguém muda ninguém.

-Mas ninguém muda sem o Outro.

 

Temos um convívio permanente com o Outro:  na família, no ambiente de trabalho, no círculo social. Em todas essas situações a vida nos coloca desafios: compreender a verdade de cada um, entender que as gerações que nos antecederam vieram de outra cultura, achar o meio–termo para educar os nossos filhos, dando-lhes liberdade até o ponto em que eles estejam maduros para usufruí-la, pois eles também sentem a necessidade de limites.

 

Dizer não em determinadas situações também é prova de amor.

 

 -Você sabe ouvir?

 -Ou quer as pessoas próximas para que sejam apenas suas ouvintes?

 -Você sabe “sentir com o Outro”?

 

A empatia nos leva a aceitar o conteúdo psíquico do Outro, diferente da nossa própria vida interior.

 

-Você tem consideração pelo Outro?

 

· Então não telefone a ele antes das 10 horas e nem depois das 22 horas. A não ser que conheça os hábitos dessa pessoa ou que o assunto seja urgente.

· Não diga ao encontrá-lo: - Como você engordou !!! E nem: - Que pálido! Você está doente?

· Se o Outro for visitá-lo, sem telefonar primeiro, o que não é o correto, não diga: - Epa! Não esperava você!

 

Receba-o com cordialidade, se o considera amigo. Se ele tomou essa liberdade é por desconhecimento das regras sociais.

 

· Não dê a entender que já está na hora de ele ir embora.

· Não o critique, se ele falar alguma coisa errada.

· Não faça brincadeiras de mau gosto, ridicularizando-o.

· Não julgue o Outro. Aceite-o.

· Para comungar com alguém, só conseguimos a nível de coração. Só assim podemos cantar o amor, de coração aberto, na compreensão profunda de que Eu e o Outro somos um só.

 

A partir daí o olhar, o sorriso, a lágrima, o abraço nos faz sentir o quanto é bom viver.

 

 

 

 

Regyna de Queiroz  Gazzola

Acadêmica Cadeira nº 7